sábado, 19 de março de 2011

Um amor além da vida e da morte. Centenas de animais esperam o momento de reencontrar seus donos falecidos... pois o amor deles por nós não morre nunca!



canelo Entre as centenas de belas histórias sobre o heroísmo e o amor dos animais aos seus donos, não poderia faltar aqui a bela história de Canelo, um cão que por 12 anos ficou esperando por seu dono na porta de um hospital. Enquanto que as pessoas, passados só algumas semanas ou meses da morte de algum parente, em seguida já nem se lembram, Canelo vem comprovar esse amor incrível e incondicional que os animais podem sentir por seus donos.

Como a história já é antiga e foi escrita várias vezes já não temos uma fonte imediata para mencionar. Em todo caso serve de referencia o jornal onde foi publicada cuja cópia aparece aqui e cabe ainda mencionar que nos foi enviada por Louisa Fry, de Portugal.

Eis a história
Canelo era um cão de um homem que vivia em Cadiz, Espanha. Era um mascote que seguia seu dono para toda parte e a todo o momento.

Este homem anônimo vivia só, por isso o bom cão era seu mais leal amigo e único companheiro. A companhia e o carinho mútuo os faziam cúmplices nos olhares e até nos gestos.

A cada manhã se podia vê-los caminhando juntos pelas tranqüilas ruas da cidade quando o bom homem levava seu amigo para passear. Uma vez por semana, um desses passeios era para o Hospital Puerta del Mar, pois devido a complicações renais o homem se submetia a tratamento de diálises.
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Obviamente, como em um hospital não podem entrar animais, ele sempre deixava Canelo esperando-o na porta do mesmo. O homem saia de suas diálises, e juntos se dirigiam a casa. Essa era uma rotina que haviam cumprido durante muito tempo.

Certo dia o homem sofreu uma complicação em meio de seu tratamento e os médicos não puderam superá-la e ele faleceu no hospital. Enquanto isso Canelo, como sempre, seguia esperando seu dono deitado junto à porta do centro de saúde. Mas seu dono nunca saiu.

O cão permaneceu ali sentado, esperando. Nem a fome nem a sede o afastaram da porta. Dia após dia, com frio, chuva, vento ou calor, seguia deitado na porta do hospital esperando seu amigo para ir para casa.

Os vizinhos da região perceberam a situação e sentiram a necessidade de cuidar do animal. Faziam turno para levar-lhe água e comida, inclusive conseguiram a devolução e indulto de Canelo numa ocasião em que o controle de animais do município o levou para sacrificar.
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Doze anos, assim mesmo como o lêem. Esse foi o tempo que o nobre animal passou esperando fora do hospital a saída de seu dono. Nunca se cansou, nem saiu em busca de alimento, tampouco buscou uma nova família. Sabia que seu único amigo havia entrado por aquela porta e que ele deveria esperá-lo para voltar juntos para casa.

A espera se prolongou até nove de dezembro de 2002, dia em que Canelo morreu atropelado por um carro nas cercanias do hospital. canelo2
Um final trágico, mas cheio de esperança para quem ama os animais e para quem acredita que mais além, todavia uma nova vida nos espera.

A história de Canelo foi muito conhecida em toda a cidade de Cádiz. O povo, em reconhecimento ao carinho, dedicação e lealdade de Canelo, colocou seu nome numa rua e uma placa em sua homenagem. (tradução)
 Um amor além da vida e da morte. Centenas de animais esperam o momento de reencontrar seus donos falecidos... pois o amor deles por nós não morre nunca!

Veja algumas dessas histórias...

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Spot é o nome do fiel cachorro. Em junho de 2010, seu dono Wayne Giroux foi morto por um motorista. Spot, porém volta todos os dias e fica justamente onde costumava esperar seu dono voltar para casa. Veja só a reportagem feita pela CNN. O começo fala de como era a vida de Wayne e seu filho, depois que o personagem principal entra. Isso me lembra muito o filme Sempre ao Seu Lado cuja temática é veementemente igual. 

 A população de Córdoba, Argentina, está sendo testemunha da fidelidade canina. Há oito meses o cão “Alicio” estava em companhia de seu dono, que chegou em estado grave à Clínica Monte Cristo e morreu. O cachorro, que agora é notícia em todo o país, espera ainda hoje o dono sair pela porta por onde entrou. É alimentado por moradores e voluntários de um grupo de proteção animal (Uniendo Huellas), e já foi várias vezes retirado da porta da clínica e levado para adoção por várias famílias. Inútil. Sempre foge e volta ao local em que seu dono o deixou. A imprensa da região não se cansa de cobrir o fato. Até página no Facebook Alicio já tem (criada por um grupo de fãs). O cão dorme num depósito da clínica e a doutora Alicia Delgado o “adotou” como se fosse um “filho postiço” (daí o nome do cão). Os vizinhos já se acostumaram com ele, sua fidelidade vem chamando a atenção de todos e não faltam reflexões dos estudiosos sobre a amizade canina.


Em Passo Fundo, gata surpreende a família de empresário que morreu há um ano, ao ser encontrada já com filhotes, morando no jazigo do antigo dono.
Recebi a notícia e a foto abaixo do jornal Diário da Manhã de Carazinho e achei interessante compartilhar este lindo exemplo de amor e fidelidade dos animais, infelizmente não seguido pela família do senhor Antenor logo após seu falecimento, já que deixaram a gata abandonada à própria sorte.
Proteção, carinho, companheirismo são alguns dos sentimentos que os animais de estimação tem por seu dono. Mesmo em uma família com várias pessoas, cães e gatos escolhem um para ser o seu 'dono' e por ele demonstram afeto, compaixão e os defendem de possíveis males. Não seria novidade a demonstração de seus sentimentos, não fosse pelo fato de que a gata Mucufa encontrou o dono um ano após a morte dele. No jazigo, ela achou o conforto para ter os sete filhotes para espanto da família Tomazoni.
O empresário Antenor Luiz Tomazoni, 54 anos, morreu há um ano em um acidente de moto, em Erechim. Partiu ao meio dia e os familiares tiveram de buscar o corpo na cidade vizinha. Tomazoni que residia no trevo do bairro Roselândia, em Passo Fundo deixou a gata de estimação, chamada Mucufa, que na época tinha quase um ano de idade. Os dois viviam sozinhos e ela era a companheira de todas as manhãs, já que diariamente ao se sentar para tomar chimarrão, o animal subia no colo do empresário. Depois da morte de Antenor, os familiares abandonaram o bichinho. Porém, para surpresa de todos, no último domingo, quando o irmão Nilvo e mais outros parentes foram visitar o jazigo no cemitério da Roselândia, se depararam com uma cena que levou todos às lagrimas. Mucufa estava deitada dentro do jazigo com sete filhotes. "Achamos uma cena impressionante. Todas as imagens que estão no jazigo estavam em pé, nada foi derrubado. Parecia que meu irmão estava lá tomando chimarrão e ela em seu colo como de costume", diz emocionado.
O que surpreendeu a cena foi que o jazigo é chaveado e para entrar no local, a gata teve que pular a janela. Por este motivo, os filhotes ficam sem alimento. Isto porque são muito pequenos para pularem a janela. Agora, Nilvo pretende, até o final de semanal, levar a gata para sua casa. Os filhotes serão doados para amigos. Há muitos interessados. Até conseguir pegá-la, já que está arisca, Ivo está levando comida todos os dias aos animais.

A lenda do Cachorro Hachiko (Hatiko)

Exemplo de Lealdade: Hachiko

No Japão existe uma raça de cachorro chamada Akita, proveniente da província de mesmo nome. Eles são lindos, dóceis e muito fieis.

Na década de 30 o professor da Universidade Imperial (hoje Universidade de Tóquio) Eisaburo Ueno, adquiriu ainda pequenino um cachorro dessa raça, o qual era tratado como membro da família tamanho o carinho que lhe devotavam e se chamava Hachiko.
A rotina de Hachiko era acompanhar o professor todos os dias até a estação de trem, quando esse ia para o trabalho.
Quando o cãozinho tinha mais ou menos um ano e meio, o professor sofreu um ataque cardíaco e faleceu. Sendo que não tinha voltado para casa com vida, o cachorro foi à tarde como de costume esperar pelo seu dono, ficando na estação até de madrugada, voltando para casa sozinho.
No dia seguinte, as três e meia da tarde, como era o costume, ele voltou de novo à estação. Muitos anos se passaram, e mesmo com dificuldades para caminhar, em decorrência de problemas de saúde (artrite), Hachiko continuava mantendo a rotina diária de ir até a estação.
Todos passaram a conhecer o drama do fiel cãozinho, pois a família e os amigos do professor estavam sempre na estação, tentando levá-lo para casa. Comovidos, os funcionários e várias pessoas passaram a alimentá-lo ali mesmo.
Silencioso e triste, ele chegava a tarde e só ao anoitecer voltava para casa, envelheceu fazendo o mesmo caminho,todos os dias, no mesmo horário, esperando pacientemente pela volta de seu mestre e amigo.
A sua morte por fim, foi o que acabou com sua infinita espera, passando a fazer parte da história do Japão como símbolo de fidelidade.
Um dia de luto nacional foi declarado em sua homenagem, para espanto dos outros povos que ficaram sabendo disso através dos jornais. Como bem merecido, foi sepultado próximo ao túmulo do professor, num cemitério em Tóquio.
Hoje, em uma praça que fica ao lado da estação Shibuya do metrô, pode se ver a estátua de Hachiko, feita para que sua singela história de lealdade, jamais seja esquecida pelo povo e que seja contada aos turístas que visitam o local, deixando-os encantados.
Essa lenda é ensinada nas escolas como lição de lealdade e respeito ao governo e aos anciões.
Até hoje, todos os anos, no mês de abril, os admiradores de cães, e especialmente de Hachiko, realizam uma cerimônia em sua homenagem. A história emociona porque nos faz refletir sobre o valor da fidelidade e do companheirismo. Essas qualidades que transformam qualquer relacionamento em uma verdadeira amizade.
>>>Hachiko no Cinema:
Temos duas versão que contam a história de Hachiko, a primeira japonês e a segunda americana:













 
A ciência explica: 
O episódio não é um fenômeno raro. De acordo com a mestre em Ciências Veterinárias e professora da UPF, Stela Valle, é comum o dono querer se desfazer do bicho de estimação e largá-lo em um ponto da cidade e o cão ou gato voltar sozinho para casa. Também acontece de o animal morrer após a morte do dono ou adoecer quando o proprietário adoece. E ainda, ficar com transtornos de comportamento, quando por exemplo, o dono entra em coma. Nestes casos, o animal fica arisco, querendo protegê-lo, como um guardião. Conforme Stela, não existe uma explicação cientifica para o caso, mas cães e gatos possuem a audição e o olfato mais apurados que os homens. No caso de Mucufa ter encontrado o jazigo de Tomazoni, Stela diz que ela pode ter seguido algum familiar ou amigo até o cemitério, mas o mais o provável é que tenha se guiado pelo cheiro."
Em Passo Fundo, gata surpreende a família de empresário que morreu há um ano, ao ser encontrada já com filhotes, morando no jazigo do antigo dono.Recebi a notícia e a foto abaixo do jornal Diário da Manhã de Carazinho e achei interessante compartilhar este lindo exemplo de amor e fidelidade dos animais, infelizmente não seguido pela família do senhor Antenor logo após seu falecimento, já que deixaram a gata abandonada à própria sorte.
Proteção, carinho, companheirismo são alguns dos sentimentos que os animais de estimação tem por seu dono. Mesmo em uma família com várias pessoas, cães e gatos escolhem um para ser o seu 'dono' e por ele demonstram afeto, compaixão e os defendem de possíveis males. Não seria novidade a demonstração de seus sentimentos, não fosse pelo fato de que a gata Mucufa encontrou o dono um ano após a morte dele. No jazigo, ela achou o conforto para ter os sete filhotes para espanto da família Tomazoni.



Mesmo que a ciência explique, fica em nossos corações a certeza que eles nos amam, e esse amor jamais se finda, pois é amor de verdade, incondicional e puro.

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